De almas sinceras a união sincera Nada há que impeça: amor não é amor Se quando encontra obstáculos se altera, Ou se vacila ao mínimo temor. Amor é um marco eterno, dominante, Que encara a tempestade com bravura; É astro que norteia a vela errante, Cujo valor se ignora, lá na altura. Amor não teme o tempo, muito embora Seu alfange não poupe a mocidade; Amor não se transforma de hora em hora, Antes se afirma para a eternidade. Se isso é falso, e que é falso alguém provou, Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.
As vezes eu me pergunto, o que que eu faço aqui. Não, não aqui no mundo, isso é tema para outra matéria. E sim, aqui, acordada em plena 1:56 da madrugada tentando escrever algo e pensando em um futuro blog.
Hoje estou com umas questões na cabeça.
Porque os homens traem? E as mulheres?
Eu sou da tese, que homem traí porque não pode ver uma bunda (desculpe por acabar com suas expectativas, mas é bem isso mesmo), e a mulher porque se envolve emocionalmente, sim, assim, bem feminista. Claro, não podemos generalizar, mas digamos que ao menos 90% dos casos são assim.
Hoje, é o mesmo peso e duas medidas para a traição. Se os homens traem ele são pegadores . Se as mulheres traem, elas são galinhas. Mas porque isso? Porque que os homens são titulados como pegadores?
Eu vos pergunto, eu vos respondo. Porque sempre tem uma mulher que dá moral para esse cara, que acha lindo o que ele ta fazendo, que vai lá e fica com ele mesmo se ele estiver namorando, e ainda pensam que quem tinha o compromisso era quem devia respeitar. Sim, concordo. Mas e tu queridinha, que adora por guampa nas amigas, quando tu vai te valorizar? Quando tu vai ver que homens assim não prestam? Você gostaria se fosse contigo, não você não gostaria. Pura desvalorização. Prefiro ser a corna do que a puta outra, guampa não mata ninguém, se for para ter, quanto mais cedo melhor, pelo menos você vai poder cair na real rápido e não se machucar tanto.
Com mulheres já é diferente. A mulher não trai porque viu uma bunda que lhe deu tesão ou um par de peitos tipo o da Boing-Boing. A mulher se envolve, pois quer uma fonte de carinho de atenção, que geralmente o seu namorado não dá. Sabe aquela coisa de anos namorando, nem digo anos, digo aquela coisa depois dos seis meses mesmo. Perde muito daquele carinho, daquela compreensão, daquela atenção, da paixão. Claro, que se chegar alguém novo na relação, vai tratar-lhe como rainha, qual mulher não gosta disso??? Qual???
Mas elas se enganam porque essa nova paixão futuramente vai acabar, vai acabar todo o fogo, o carinho e tudo mais. E o que fica? Não fica nada. Porque se tu ainda está com o traste do seu namorado é porque você ama ele, e você não consegue amar duas pessoas ao menos tempo. Gostar sim, amar não.
Homens procuram a traição, eles querem aquilo, nem que seja por uma noite, para se sentirem suficientemente machos.
Mulheres precisam disso quando se sentem muito carentes, porque nem uma conversa com seu namorado adianta, ele simplesmente parece não te entender.
Conclusão, a culpa é sempre do homem. Tanto por ser o traidor, quando por ser o guampudo. Estou no auge do meu feminismo hoje, bjs.
Hoje estava conversando com uma amiga minha, e falávamos sobre o amor, sobre as tantas sensações que ele nos causa, e sobre como ficamos ‘abobalhados’ quando estamos apaixonados. Perdemos a noção do tempo, das palavras e dos sentimentos. Exageramos e achamos que nunca é demais. A gente ama, e o outro ama mais, e a gente ama mais mais mais mais. A gente sente saudade, e outro sente mais, e a gente sente mais mais mais mais. E os ‘mais’ nunca são demais, pois pontos finais parecem não existir.
“O amor te deixa idiota”, é o que dizem todos. Mas afinal, quem ai nunca foi o idiota mais feliz do mundo ou a boba com o sorriso mais lindo desse planeta? Estamos tão acostumados com a fugacidade segura dos sentimentos superficiais, que não nos permitimos mais, nem por um momento, sermos felizes a ponto de tirarmos os pés do chão e sonharmos de novo com o nosso happy ending. Amamos, e nos achamos bregas demais, e não nos permitidos viver nossos sentimentos em toda a sua intensidade, afinal, não temos mais 12 anos e amar agora é feio e brega.
Queremos relacionamentos maduros e sentimentos superficiais. Queremos ser gente grande e ocupada demais para, mesmo depois de dar tchau, esperar pra ver quem desliga o telefone primeiro. Temos problemas para resolver e compromissos a cumprir. Tenha a santa paciência! Não temos mais tempo para sentir, e achamos isso tão prático, que nos acostumamos assim.
Sem drama, sem choro, barras de chocolate ou filmes de comédia romântica. Se o relacionamento não deu certo e chegou ao fim: PRÓXIMO! É assim que somos hoje: menos intensos, mais práticos, mais frios e mais infelizes. Então aqui fica o meu conselho:
Experimente, nem que seja por um momento, a sensação de ser o bobo mais feliz desse planeta. Pode ser que numa dessas, você encontre alguém que seja mais mais mais mais bobo que você, pra dividir toda essa felicidade, quem sabe, pra sempre!
Tem coisa melhor do que um sol em pleno inverno, uma chuva em pleno verão. Uma paixão quando se está só, e quando não se está, um tempo para pensar.
Ontem olhei um filme brasileiro, chamado “A mulher invisível”, que mostra que a mulher nunca está feliz, nunca está satisfeita quando realmente só se tem felicidade, quando tudo está perfeito. Isso nunca me passou pela cabeça, mas tem algo mais óbvio?! Não que eu goste de estar triste ou algo do tipo, mas tem coisa melhor do que uma reconciliação, ouvir “eu te amo” depois de uma briga?, tem coisa melhor do que uma nota boa quando se pensa que vai tirar vermelho?
Só temos certeza da nossa felicidade depois que provamos um pouco da tristeza. Se somos sempre felizes não notamos isso, queremos algo melhor, algo com mais emoção, queremos mais aventura.
Viver é isso, ser feliz é isso. Experimentar um pouco de cada sentimento. E fazer com que cada tristeza que vier seja o ponto de partida para a felicidade, pois nada melhor que um dia após o outro.
Eu não consigo entender, o que é então que você quer da vida?
(Ah, você quer saber o que eu quero da vida? Vi-da. Substantivo simples, ou verbo viver? Dá na mesma, que seja..Tão difícil dizer agora. E escolher as palavras corretas, certeiras. Assim, eu quis fazer as minhas unhas hoje pela manhã, mas me faltou tempo. Meu cabelo precisa de um corte novo, meu saldo bancário de um limite maior, e meu armário, de mais roupas. Sapatos, você sabe: nunca são demais. Um colar dourado com o meu nome, aquele vestido de flanela da vitrina de ontem. Treinar italiano, e falar fluentemente. Almejei ser mais baixa, e menos brasileira. Detesto chuva, rezei pelo sol. Veio ontem, mas durou pouco. Quis sentir a grama úmida da chuva de ontem cravar sob os meus dedos, enquanto puxaria algumas folhas do solo; e o que fiz foi entrar dentro de um veículo coletivo, poluidor. Totalmente ao contrário, eu sei. Desejei de todo o meu coração dobrar a esquina, e não encontrar nenhum conhecido. Subir as escadas rolantes, e não ser vista nos olhos por ninguém. Que essa gula adocicada passasse tão logo como chegou. Que você me abraçasse, e fizesse o mundo parar. Pode ser? Você me aperta contra o seu peito, eu ouço o seu coração, e tudo bem: está vivo e eu estou dentro. Mas não falo. Que boba, tão infantil. Se você abrisse um sorriso branco, sincero e estridente, olhando fundo apenas nos meus olhos, e não na paisagem que se porta por trás, ganharia meu dia. Mas quero mais. Ir além, dançar na vida. Tombar algumas vezes, ressurgir furacão noutras - avassaladora. Uma casa no campo, e a vida da cidade. Dirigir veloz pelas ruas, sem esse pára e arranca desgraçado de onde habitamos. Dormir tardes inteiras, varar noites vagais. E acordar com aquele ar de manhã desgraçada de tão linda, com efeito de noite vivida, que chega a ser um pecado existir. Quero tudo que não foi, dá pra ser? É, acho que não. Então anota aí, que é pra não esquecer: seguir minha carreira de jornalista, dirigindo meu carrinho pequeno meia-boca, e continuar sendo loira até o fim da eternidade. Isso cabe. Se você quiser, mais pra frente participa - só não entra agora no script não, que tudo se perde, tudo acaba, e nada está pronto: nem eu, tampouco você.)
- Hm.. Ah, uma paçoca e um mate amargo. Pode ser? - Tá, vamos indo então e no caminho a gente compra. E a gente vive meio sonhando, e segue andando com a cabeça nas nuvens. Não sabendo até que ponto tudo isso é realidade, apenas vivendo e deixando acontecer, acontecendo e não pensando muito nos fatos, e sorrindo, independente de tudo. Felizes.
Esse pode não ser o momento certo. Você pode não ser a pessoa certa. Mas há algo sobre nós que eu preciso dizer: Não termina ainda, não aqui, não agora. Não termina enquanto os olhos não pararem de brilhar, enquanto o olhar insistir em se cruzar em meio à multidão, enquanto o silêncio for reconfortante, enquanto os lábios quiserem se tocar, enquanto nós morrermos de rir a cada conversa estúpida simplesmente porque a companhia faz sorrir. Não termina enquanto o coração acelerar, enquanto as pernas tremerem, enquanto a respiração for mais forte e o desejo não cessar. Não termina, mesmo que seja melhor terminar.